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Pequenas empresas sustentam crédito no país

27/08/2013


* Attest Brasil: "Sua pequena ou média empresa prepara e apresenta demonstrações financeiras-contábeis conforme as novas normas internacionais - IFRS - atualizadas mensalmente, para que você consiga crédito mais barato nos bancos?

 

SEG, 26/08/2013 

 

Atrás de dinheiro mais barato, empresários de menor porte pegam mais empréstimos e surpreendem sistema financeiro

 

Na contramão dos indicadores do baixo crescimento da economia brasileira, a oferta de crédito pelo sistema financeiro encerrou junho ainda em alta, para a surpresa dos analistas de corretoras e empresas de consultoria que já previam o fechamento das torneiras do empréstimo bancário. As cifras ganharam destaque especial em alguns bancos justamente no segmento mais sacrificado pelo aperto monetário promovido pelo Banco Central, o das micro e pequenas empresas, mas a aparente incoerência tem lógica: a busca de capital de giro mais barato e a troca de dívidas caras por financiamento com encargos menores.

 


anco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e cooperativas de crédito, como a Divicred, de Divinópolis, no Centro-Oeste do estado, comemoram a ampliação da demanda de recursos tomados pelos pequenos empreendimentos. As cinco instituições prometem reforçar o atendimento dirigido ao segmento.

 

 Segundo o BC, o estoque das operações de crédito do sistema financeiro somou R$ 2,531 trilhões em junho, incluindo recursos livres e direcionados pelas instituições, volume que representou acréscimos de 1,8% frente a maio e de 16,4% no período acumulado em 12 meses. O saldo dos empréstimos feitos a pessoas jurídicas foi de R$ 1,374 bilhão, cifra superior em 2,1% e 16,3%, respectivamente, na mesma base de comparação. A autoridade monetária não divulga os dados do crédito emprestado aos pequenos negócios.

 

O principal interesse dos empreendimentos de pequeno porte é ter acesso a crédito barato, muitas vezes em substituição ao uso de imóvel ou outro ativo próprio que gere dinheiro para fazer a empresa funcionar ou ampliar o seu negócio. É o caso da fabricante de calçados Czianne, instalada em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, de Siomar Peres da Silva, há 23 anos no ramo. Ele pesquisou e encontrou financiamento de capital de giro com taxa inferior a 1% ao mês e prazo de pagamento em até três anos e nove meses, além de 90 dias de carência. Até então, só trabalhava com capital próprio.

 

"Buscamos a opção de taxas bem mais reduzidas e foi aí que o crédito se tornou conveniente. Deu folga à empresa, permitindo a compra de matéria-prima à vista e às vezes com desconto de 5%", afirma Siomar Peres. A fábrica tomou dois empréstimos no último ano, sendo o segundo em condições mais vantajosas, num total de R$ 125 mil a serem pagos em até 45 meses. Com a experiência de dois financiamentos caros contraídos em bancos privados, a psicóloga e consultora de recursos humanos Ana Célia de Almeida Cardoso também se encorajou na procura por recursos mais baratos. Ela financiou os R$ 30 mil que precisava para injetar no negócio administrado com o marido, a Âncora Consultoria em Treinamento e Recrutamento e Seleção, de Sete Lagoas, na Região Central de Minas.

 

Os recursos foram oferecidos a taxas 3% menores em comparação aos financiamentos anteriores, com prazo de pagamento mais dilatado. "Crédito mais barato e em condições facilitadas dá sustentação às pequenas empresas. Elas ficam em situação difícil porque entra pouco recurso em faturamento e sai muito dinheiro em impostos", afirma Ana Célia Cardoso.

 

 

Oportunidade

 

O BDMG adotou como estratégia o atendimentos às micro e pequenas empresas com faturamento anual até R$ 30 milhões, desembolsando R$ 421 milhões para o segmento no ano passado. O valor cresceu 40% em relação aos desembolsos de 2011, informou Ana Veryna, gerente geral de Marketing da instituição. De janeiro a julho, os recursos emprestados somaram R$ 202,8 milhões, 22% a mais ante os mesmos meses do ano passado. A maior parte do dinheiro foi ofertada na Fegião Central mineira e no Triângulo. "Trabalhamos para aumentar fortemente a oferta de crédito destinada a essas empresas, que têm uma grande importância no estado como geradoras de emprego", afirma Ana Veryna.

 

Para se aproximar dessa clientela, o BDMG reformulou sua estrutura e investiu numa rede de correspondentes bancários (cooperativas de crédito, associações e federações do comércio e da indústria), hoje responsáveis por 40% dos desembolsos para micro e pequenas empresas, percentual quatro vezes maior frente a 2011, quando eles se associaram ao banco. A principal linha de empréstimo do BDMG para o segmento tem taxas a partir de 0,85% ao mês e prazo de pagamento até 48 meses, servindo tanto a financiamento de capital de giro quanto a investimentos.

 

Na compra de máquinas nacionais dentro da linha Finame do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as instituições repassadoras têm trabalhado com a garantia dada pela própria máquina. Em outras linhas, há o Fundo Garantidor de Crédito do Sebrae e aval dos próprios sócios. O Banco do Brasil informou que as micro, pequenas e médias empresas constituem o maior público das linhas de financiamento.

 

A instituição desembolsou R$ 1 bilhão em empréstimos para o segmento no primeiro semestre, de acordo com Otaviano Amantéa de Souza Campos, superintendente de Negócios Varejo e Governo de Minas Gerais. "Elas desempenham papel fundamental na economia brasileira, buscando recursos para investimentos e capital de giro que permitam realizar seus negócios com mais tranqüilidade", afirma. O BB oferece linhas destinadas a financiamento de capital de giro com juros mensais a partir de 1,01% e prazo de 60 meses para pagamento. Na modalidade de investimentos, os encargos são de 0,86% anuais, com prazo de até 120 meses.

 


Fonte: em.com.br
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