O rombo nas transações correntes e como se preparar para o que pode vir pela frente
Pouca gente está se dando conta do grave problema econômico que se avizinha no Brasil. Em toda a história da República, as crises estouram quando as transações correntes já não suportam os erros das políticas econômicas de governos irresponsáveis.
Os números de 2013 divulgados dia 24 de janeiro apontam um rombo em Transações Correntes, de US$ 81,4 bilhões, ou 3,7% do PIB, 50% superior ao déficit de 2012. Desde 2001 não foi tão grande.
A conta de Transações Correntes engloba a balança comercial e de serviços mais as transferências (exclui o movimento de capitais). O forte déficit externo é, acima de tudo, resultado da atual política econômica que privilegiou o consumo e forçou as importações. Do ponto de vista macroeconômico, isso corresponde a aumento da dependência da poupança externa, num momento em que os grandes bancos centrais começam a enxugar os mercados de moeda global.
Em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo, o renomado economista Edmar Bacha, diz: “uma vez que as reformas foram abandonadas no Brasil, como foram nos últimos dez anos, você cai nesse quadro que estamos agora, de um país doente, que produz “pibinhos”. Apesar dos “pibinhos”, a inflação se mantém elevada e há déficit externo. E com desindustrialização! E continua sendo um país caro, em que é difícil fazer negócios. Os investidores vêm aqui para explorar o mercado interno, mas não fazem do Brasil uma plataforma exportadora, não integram as suas operações aqui com as cadeias internacionais de valor. O Brasil é um país isolado do mundo.”
“Aqueles que não podem lembrar o passado, estão condenados a repeti-lo” (George Santayana)
Minha dica: ter um apurado controle de custos e indicadores de performance em sua empresa; uma contabilidade gerencial capaz de atender às necessidades de conhecimento da alta administração para a tomada de decisões e a execução de um planejamento estratégico monitorado mensalmente.
Fonte: Attest Brasil - Fabiano Guimarães